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Notas do Isolamento, quase diário de uma epidemia
96 paginas, 41 fotos, 21x21, capa dura e sobrecapa dupla face, Ed Fotomemoria, 2020
Fotografia e Texto: André Monteiro

Com arte final produzida pela Sou Propaganda, "Notas do Isolamento, quase diário de uma epidemia" é uma edição feita durante o isolamento imposto pela pandemia de 2020, ano marcado por tragédias que veio para ser inesquecível e que suspendeu todos os projetos de todas as pessoas, redesenhando boa parte do comportamento humano. A partir de março iniciamos um ciclo jamais pensado por nenhum de nós, um ciclo de isolamento, quarentena, distanciamento social, reclusão, medo, ansiedade, raiva, tédio, frustração, depressão, mas também de reinvenção. Mas redescobrimos nossa casa, nosso quintal, nosso entorno, nossa natureza. Claro que nem todos dispõe de um quintal. Mas todos nos redescobrimos, com ou sem ele. Foi como uma viagem ao nosso interior. Uma viagem de reflexões, de enfrentamentos e de sentimentos de esperança, mas também de dor, sempre que a notícia de um amigo, um parente ou um colega de trabalho tinha sido atingido pela epidemia. E alguns não resistiram. 

Como fotógrafo, percebi que uma das maneiras de ajudar a me manter emocionalmente estável era... fotografar. E foi então, passado um mês do início do isolamento, que resolvi fazer um “quase diário” do meu entorno, não só para me manter exercitado e ativo, mas também para procurar outro olhar, bem diferente do que a minha fotografia sempre buscou: os grandes espaços, o céu inigualável do Planalto Central e todas as belezas naturais que nele se dão. É um livro curto, mas feito com intensidade. Um livro como o ano que se prolonga e avança sobre 2021. Com uma diferença: estes anos são gerados pelo descaso com a natureza e sua destruição, pelo uso intensivo dos confinamentos de animais para consumo humano, pela apologia do lucro material sem preocupação com o porvir. Já o livro é o resultado da esperança reconstruída.